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No entanto, para muitos médicos plantonistas, a residência médica pode parecer um grande desafio.
Residência Médica é um modelo de ensino que podemos chamar de “Pós-Graduação”, esta etapa se inicia após a formação em medicina, mas mesmo que não escolham nesse primeiro momento prestar a residência médica, continuam sendo considerados médicos, isso porque assim que finalizam sua graduação, podem realizar seu registro no CRM (Conselho Regional de Medicina) e automaticamente assumem o papel de médico generalista.
No entanto, vale ressaltar que o termo “médico generalista” não se refere ao clínico geral, que é, em si, um tipo especialização adquirido durante a residência médica, ou seja, para você atuar como clínico geral, é necessário se especializar na residência.
Para um entendimento maior referente ao médico generalista, é importante destacar que ele possui a capacidade de atuar em diferentes ambientes, incluindo pronto-socorro, unidades básicas de saúde (UBS) e até mesmo em eventos, como os esportivos ou ambientes comerciais.
Além disso, podem atuar na área de medicina do trabalho sem ter concluído ou iniciado a residência devido à uma abordagem voltada para a prevenção e à flexibilidade da especialidade.
A medicina do trabalho se concentra na prevenção de problemas de saúde, relacionados ao trabalho e na segurança dos trabalhadores, o que requer menos treinamento clínico especializado do que outras áreas da medicina.
A residência médica tem a duração em média de 2 a 5 anos, isso porque cada especialidade tem o seu tempo certo para uma boa qualificação.
Nos programas de residência médica, é comum a integração de componentes práticos e teóricos, no entanto, é na prática que a maior parte da carga horária é dedicada.
Isso ocorre com o intuito de proporcionar aos médicos residentes uma imersão profunda no ambiente hospitalar, mostrando a realidade do dia a dia.
Em algumas especialidades, existe necessidade de pré-requisitos, e isso estende a duração do tempo da sua residência.
Significa que, para iniciar uma especialização, nesse caso, é necessário primeiro concluir outra.
De forma mais clara, podemos dividir as especialidades em dois grupos:
Aquelas que exigem pré-requisitos e as que têm acesso direto.
entre outras.
Geralmente, essas especializações requerem pré-requisitos, como experiência em clínica médica, cirurgia geral para as especializações cirúrgicas e, no caso da cirurgia da mão, um histórico em ortopedia e cirurgia plástica como requisito inicial.
No caso do acesso direto, como o próprio nome sugere, os médicos interessados em ingressar no programa de residência podem se inscrever sem a necessidade de ter uma especialidade prévia anteriormente.
Essas, são exemplos de especializações que não necessitam de um pré-requisito, o acesso direto possibilita que, após a graduação, você possa se candidatar diretamente a uma dessas especialidades.
Um ponto importante de ressaltar é que se você médico residente, ao escolher uma especialização que requer pré-requisitos, como no caso da cardiologia, é fundamental completar inicialmente a residência em clínica médica.
Após concluir essa primeira especialidade, que normalmente tem uma duração de 2 a 3 anos, você pode buscar uma vaga na especialização desejada, como a cardiologia.
E com isso, para ingressar nessa nova especialidade, muitas vezes é necessário realizar uma prova novamente.
Vamos esclarecer as siglas que você, como médico residente, irá encontrar frequentemente ao longo de sua jornada na residência médica:
Essas siglas funcionam como uma representação clara do seu ano de residência médica. A letra "R" identifica a residência, e o número indica qual ano específico você está cursando.
Por exemplo, "R1" indica o primeiro ano de residência, "R2" refere-se ao segundo ano, o "R3” sendo o terceiro ano, e assim por diante.
As siglas são constantes ao longo de toda a sua jornada na residência médica.
Contudo, existe a sigla R+, no qual indica que você está um ano à frente de outro médico residente.
Se você está no "R2" (segundo ano) e outro médico residente acaba de começar no "R1," isso significa que você assumirá a responsabilidade de orientá-lo, supervisioná-lo e coordená-lo, devido à sua experiência um ano à frente na residência, e por isso é denominado R+.
E a resposta é, a carga horária semanal do médico residente é de 60 horas, com a importante restrição de, no máximo, 24 horas por plantão, e assim assegurando pelo menos um dia de descanso por semana para os médicos residentes.
Além disso, ao longo do ano, você, médico residente, têm direito a 30 dias de férias, de preferência, de forma consecutiva.
De acordo com o que consta na Constituição Federal de 1988. ("Art. 5º - Os programas dos cursos de Residência Médica respeitarão o máximo de 60 (sessenta) horas semanais, neIas incluídas um máximo de 24 (vinte e quatro) horas de plantão. § 1º - O médico residente fará jus a um dia de folga semanal e a 30 (trinta) dias consecutivos de repouso, por ano de atividade.")
Para ser aceito em um programa de residência médica, o processo geralmente começa com a aplicação de prova, que é dividido em três partes: prova teórica, entrevista e, em alguns casos, prova prática.
A prova teórica costuma ter uma duração de 4 a 6 horas e é composta por cerca de 100 questões, que podem variar entre alternativas de múltipla escolha ou perguntas dissertativas.
No entanto, o formato exato da prova pode variar de uma instituição para outra, por isso é fundamental verificar previamente o tipo de prova aplicada pela instituição que deseja entrar.
Consultar exames anteriores é uma estratégia inteligente para se familiarizar com o formato da prova e garantir que você esteja preparado.
O conteúdo da prova teórica abrange as principais áreas da medicina, como Clínica Médica, Ginecologia e Obstetrícia, Pediatria, Cirurgia Geral, Medicina Preventiva e Social.
A etapa da entrevista é fundamental, e inclui a avaliação do seu currículo.
Portanto, é imprescindível que seu currículo esteja completo, destacando todas as informações relevantes sobre sua formação e experiências anteriores.
Isso inclui estágios, internatos e projetos de extensão, palestras ou eventos médicos, entre outros realizados durante a faculdade.
Essas atividades não apenas enriquecem seu currículo, mas também podem ser um diferencial importante na sua seleção para a residência médica.
Portanto, certifique-se de que seu currículo esteja atualizado com todas as informações necessárias.
Quanto à prova prática, sua realização pode variar de uma instituição para outra, e nem todos os programas de residência médica a incluem em seu processo seletivo.
Porém, é importante estar sempre atento a isso, já que essa etapa pode ser exigida, e assim não ser pego de surpresa.
Geralmente, a prova prática envolve a análise de casos clínicos, simulando situações que um médico pode enfrentar no dia a dia.
Depois de passar pelos processos seletivos e ingressar no programa de residência médica, muitas dúvidas surgem a respeito do salário que um médico residente receberá.
Para esclarecer, os médicos residentes recebem uma bolsa-auxílio.
O valor bruto da Bolsa de Residência é de R$ 4.106,09 (em 2023). Porém, há o desconto do INSS (11%), totalizando R$ 451,67 de deduções.
Dessa forma, o valor líquido (valor que será pago efetivamente ao residente) é de R$ 3.654,42.
O principal propósito da residência médica é proporcionar ao médico um ambiente onde ele possa aprimorar seus estudos e ampliar suas habilidades e conhecimentos.
Os médicos permanecem nessas instituições por um período determinado, com o objetivo principal de estudar e se especializar em diversas áreas que abrangem o ambiente hospitalar, e por isso o “salário” é oferecido como forma de bolsa-auxílio.
Isso ocorre devido a incompatibilidade entre o número de formandos em medicina e a quantidade limitada de vagas disponíveis nas instituições hospitalares.
A jornada da residência médica é, sem dúvida, um desafio significativo na carreira de médicos que buscam aprimorar seu conhecimento e habilidades.
No entanto, ela é essencial para aperfeiçoar profissionais altamente capacitados, prontos para fornecer cuidados de qualidade aos pacientes e assim, a cada dia, ter grandes avanços no campo da medicina.
À medida que vocês, futuros residentes, se preparam para enfrentar as provas, as longas horas de plantão e a imersão profunda no ambiente hospitalar, lembrem-se de que a medicina é mais do que uma profissão; é uma vocação.
Desde o começo existe uma pressão constante para ingressar nos programas de residência médica e ter um bom desempenho nas etapas.
Entre tudo isso, devemos reconhecer que fatores externos, como ansiedade, medo e nervosismo, podem afetar o seu desempenho, mas isso não reflete na sua essência, não define quem vocês são, e nem a qualidade do profissional que irão se tornar.
Lembre-se que, caso não tenha sucesso de primeira, não é o fim da jornada.
Existem inúmeras oportunidades e segundas chances à espera de vocês.
Não passar na primeira tentativa fornece uma valiosa experiência e conhecimento sobre o processo, preparando ainda mais o seu sucesso no futuro.
Cada obstáculo superado os tornam ainda mais resilientes e preparados para brilhar, independente do caminho, sua jornada está repleta de possibilidades e seu potencial é ilimitado.
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